Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

O dia 25 de julho é uma data dedicada em homenagear a Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, além disso também remete a líder quilombola Tereza de Benguela, símbolo de resistência em comunidades negras e indígenas do século XVIII, e um dos berços de gestação da herança imaterial africana.

O objetivo dessa data é fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, trazendo maior visibilidade para sua luta e pressionando o poder público para a formulação e efetivação de políticas públicas para este grupo, mais afetado pelos efeitos da desigualdade racial. A data comemorativa foi instituída no Brasil pela Lei n° 12.987/2014.

Quem foi Tereza de Benguela?

Tereza de Benguela foi uma mulher negra que viveu no século XVIII no Quilombo do Piolho, também conhecido como Quilombo do Quariterê, hoje correspondente à fronteira entre Mato Grosso e Bolívia. Tereza se tornou líder de seu quilombo e uniu a comunidade negra e indígena na resistência à escravidão, a luta durou quase duas décadas e terminou com a extinção do quilombo.

À época chamada de Rainha Tereza, hoje se tornou ícone para as mulheres no país, símbolo da obstinação e força da mulher negra na luta contra o racismo e desigualdade.

Para a Defensora Pública de Mato Grosso do Sul e integrante da comissão da Igualdade Étnico-Racial da ANADEP (Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos), Dra. Joanara Hanny Gomes, a instituição da data é importante para o fortalecimento dos movimentos negros que visam à eliminação da desigualdade entre as mulheres negras, as quais são a própria materialização do que é a desigualdade no Brasil, pois sofrem a discriminação da raça, da classe e de gênero.

“Esse legado dos três séculos de escravidão é perceptível na sub-representatividade da mulher negra nos empregos de poder em empresas privadas, em cargos públicos do Legislativo, Executivo, Judiciário, na mídia, seja ela informativa ou de entretenimento, dentre outros. Nesta data, precisamos trazer visibilidade para os movimentos negros, para o feminismo negro e empoderamento da mulher negra; e também apresentar a todos e a todas quem foram e quem são nossas heroínas negras”, afirma a Defensora.